CARRINHO

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Vidro 

Garrafas de Plástico

 

A água engarrafada é na maior parte das vezes um produto inútil. Até há relativamente pouco tempo, muitos países nem sequer levavam a sério o conceito de água engarrafada. Por quê pagar por algo cujo o acesso é praticamente gratuito? A tendência de beber água engarrafada foi criada por campanhas de marketing agressivas. A maioria das garrafas mais pequenas de água (até 1,5 litros) é feita de plástico PET, que pode ser um problema para a saúde e para o ambiente. Vamos analisar os pontos negativos (e também os poucos pontos positivos) das garrafas de água feitas de plástico.

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A História da Água Engarrafada

 

 

PONTOS NEGATIVOS DA ÁGUA ENGARRAFADA

 

PARA A SAÚDE:

 

O plástico tipo PET - Poli(Tereftalato de Etileno) - é o material com o qual a maioria das garrafas plásticas são feitas. Este composto liberta antimónio na água, um elemento químico considerado pela IARC (Agência Internacional de Pesquisa sobre o Cancro) de categoria 2B (ou seja, que pode causar cancro).  Pesquisas mostram uma libertação ainda maior de antimónio quando as garrafas são expostas a altas temperaturas e/ou quando a água fica armazenada na PET por mais tempo. Diferentemente das afirmações nos meios de comunicação populares, o PET não liberta BPA (bisfenol A).

 

PARA O AMBIENTE:

 

As garrafas plásticas trazem muitas consequências negativas directas e indirectas para o meio ambiente.

 

  • Consumo de energia

 

O consumo de energia proveniente do petróleo na água engarrafada ocorre em diferentes estágios de sua produção. O petróleo é usado como material de base e a energia por ele produzida, através da queima de combustíveis fósseis, é usada para a fabricação, processamento, embalagem e transporte das garrafas em todos os estágios do seu ciclo de vida. É um custo ecológico demasiado alto por algo que podemos ter ao simplesmente abrir a torneira do filtro. Quando consideramos a venda de água engarrafada produzida localmente, a maior fonte de consumo de energia é a fabricação da garrafa. Se pensarmos nos casos em que a água é transportada para locais distantes, aí o “custo" maior fica a cargo do transporte.

 

 

  • Pegada de carbono

 

O tamanho da pegada de carbono é, na verdade, o resultado da energia gasta na produção de uma unidade de um produto, neste caso, uma garrafa plástica. A pegada de carbono de uma garrafa plástica é grande, especialmente devido à intensidade de energia usada durante o seu processo de fabricação e transporte, para além da baixa eficiência da reciclagem do plástico (na União Europeia apenas 21,3% dos plásticos são reciclados e 30% são queimados para recuperação de energia [1]). Há uma variação nos resultados de diferentes análises, entre 173 e 250g de CO2 por litro de água engarrafada numa garrafa plástica. Isto equivale a até 6.000 vezes mais do que a pegada de um litro de água filtrada. Mais...

 

  • Resíduos

 

Um cidadão europeu compra, em média, 104 litros de água engarrafada por ano [2]. A maioria das garrafas é feita de plástico, o que significa dizer, em teoria, que mais de 50 mil milhões de garrafas plásticas de 1 litro são vendidas por ano na Europa. Se consideramos os dados referentes à eficiência de reciclagem e recuperação de energia (queima), quase 25 mil milhões de garrafas plásticas vão parar a lixeiras ou pior, poluem ambiente todos os anos. Mais...

 

 

 

CUSTOS:

 

Os preços de água engarrafada e de torneira variam na Europa e no resto do mundo. Mas as diferenças entre ambas as categorias são enormes em todos os lugares. Na Eslovénia, por exemplo, a água engarrafada custa de 274 até 2.695 vezes mais do que a água canalizada [3], nos EUA a água engarrafada custa 2.270 vezes mais. Este é um caso único de preço premium para um mesmo produto - um sucesso que deve orgulhar provavelmente os departamentos de marketing das indústrias de água engarrafada.

 

 

SOCIEDADE:

 

bottled water consumption-per-capita-2009A indústria de água engarrafada é alvo frequentemente, de acusações de comercialização e privatização de um bem supostamente comum, a água. Muitas pessoas e organizações de todo o mundo exigem a proibição do uso da água para fins lucrativos. Em alguns países onde as fontes de água foram esgotadas ou privatizadas já há problemas e conflitos nesse sentido. O documentário “Tapped” discute estes problemas.

 

 

LADO POSITIVO DA ÁGUA ENGARRAFADA

 

ZONAS DE CRISE:

 

A água engarrafada é a única fonte de água em algumas áreas atingidas por desastres naturais ou outros tipos de crises (guerras, inexistência de água potável...)

 

LOCAIS ONDE A QUALIDADE DA ÁGUA DE TORNEIRA É IMPRÓPRIA:

 

É claro que há áreas onde a água de torneira não atende os critérios sanitários. Caso não exista outras soluções (de saúde e ambientalmente responsáveis) para este problema, a água engarrafada deve ser a única escolha. No relatório, Freshwater in Europe (Água Doce na Europa) [5], o PNUMA afirma que mais de 10% dos cidadãos europeus bebem água de torneira potencialmente imprópria.

 

CONVENIÊNCIA:

 

Infelizmente, a conveniência é um dos principais factores que levam as pessoas a comprar água engarrafada, embora os fabricantes não admitam. Vivemos numa sociedade dinâmica e as pessoas são geralmente muito activas no seu dia-a-dia. A solução mais fácil que encontramos quando sentimos sede é comprar água engarrafada, já que encher uma garrafa reutilizável com água filtrada ou mineral requer um pouco de esforço e planeamento. Mas a conscientização de todos os pontos negativos da água engarrafada devem encorajar-nos a superar essa “preguiça”. A “volta” dos bebedouros e os movimentos sociais que encorajam o consumo de água filtrada podem ajudar-nos também.

 

Vimos que a água engarrafada também tem seu lado positivo. É por isso que a nossa intenção não é fazer-lhe oposição, mas sim reduzir a compra excessiva e desnecessária de água engarrafada. Esta deve continuar com sua a função básica, que é fornecer água em locais e situações onde é a única escolha. Lutamos sim contra a produção e consumo em massa de água engarrafada como consequência directa de uma fabricação excessiva, resultante de marketing agressivo.

 

SOLUÇÕES:

 

  • Garrafas plásticas reutilizáveis

 

Diversas garrafas plásticas são feitas de plásticos duros, que não liberam antimónio e são uma opção melhor do que o PET de uma perspectiva ambiental e financeira, já que estas promovem o consumo de água filtrada ou mineral. Entretanto, devemos dar ênfase ao facto da sua produção consumir muita energia e a taxa de reciclagem de materiais plásticos ser relativamente baixa. Estudos científicos recentes feitos nos EUA, mostram que diversos tipos de garrafas feitas de plásticos rígidos libertam bisfenol A (BPA), que comprovadamente interfere no desenvolvimento reprodutivo dos animais e foi relacionado, entre outras coisas, a casos de doenças cardiovasculares e diabetes em humanos” [6]. Como muitos produtores pararam de usar o BPA, ele obviamente teve que ser substituído por um outro composto químico. O BPS é uma das soluções adotadas e que talvez não seja em nada melhor que o BPA[7].

 

  • Garrafas reutilizáveis de alumínio ou aço

 

Embora a indústria de metais consuma muita energia, podemos dizer que as garrafas reutilizáveis feitas de metal são mais ecológicas. A taxa de reciclagem do alumínio em especial, é alta devido ao seu preço e suas características físicas. Em teoria, o alumínio pode ser reciclado indefinidamente.

Por serem feitas de um material resistente, as garrafas de metal têm uma vida útil longa, sendo assim eficazes do ponto de vista ambiental e de custos. Alguns recipientes de metal de baixa qualidade, possuem um revestimento que contém BPA (usado como proteção contra corrosão) [8]. A maioria dos principais produtores já interromperam o seu uso após o problema ser relatado.

 

  • Garrafas de vidro

 

Uma garrafa normal de vidro pode ser uma excelente substituta para as garrafas plásticas. Essa garrafa é ambientalmente correta, já que permite que se beba água filtrada ou mineral regularmente e pode, em teoria, ser reciclada infinitas vezes [9]. O vidro é um material inerte, ou seja, tem uma interacção mínima com a água. O maior problema relativo ao uso de garrafas de vidro normais é a possibilidade de se partir. Por serem relativamente frágeis e não terem protecção extra contra pancadas, o seu uso é recomendado apenas para situações específicas e manuseá-las requer um pouco de cuidado.

 

  • As garrafas Flaska

 

A garrafa Flaska é a nossa solução para os problemas de saúde, ambientais, sociais e económicos causados pela água engarrafada. É feita de vidro, que sabemos ser o material mais adequado para se beber água e que pode ser reciclado na forma de produtos com a mesma qualidade e/ou função. A garrafa Flaska promove o consumo de água filtrada e pode ajudar os seus utilizadores a reduzir a sua pegada ambiental (menos lixo, menor uso de energia e menos emissões de CO2). A Flaska vem com uma capa especial que a protege de pancadas e dos efeitos da luz solar e da temperatura na água. É feita de vidro robusto, então a possibilidade de quebra é ainda menor. Assim, as garrafas Flaska são adequadas para pessoas com um estilo de vida activo e podem ser usadas também durante a prática de actividades desportivas. Claro que temos que lembrar que é feita de vidro e que pode partir-se em casos extremos. Sua capa protectora colorida funciona como um gatilho psicológico que nos “lembra” de beber água. O valor agregado da Flaska está no facto de ser programada e estruturar a água.

 

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[1]Združenje polnilcev embaliranih vod Slovenije  (www.voda.si)

[2] Energy implications of bottled water, P H Gleick and H S Cooley, 2009

[3] The Compelling Facts About Plastics 2009

[4] http://mojevro.finance.si/238946

[5] http://www.grid.unep.ch/product/publication/freshwater_europe/consumption.php

[6] http://www.medicalnewstoday.com/articles/151156.php

[7] http://www.treehugger.com/SIGG%20Quality%20Guarantee-%20April%2015%202008%20%282%29.pdf

[8] http://www.vitrum.si/znacilnosti-stekla-steklene-embalaze